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“DE ACADEMIA PARA ACADÊMICOS, UMA TRAJETÓRIA DE AFIRMAÇÃO”
Quando foi fundada, em 1959, a Cubango liderada por seu fundador Ney
Ferreira levava a frente do nome do bairro a nomenclatura de academia
e não acadêmicos como hoje. Com o nome Academia Cubango,
a escola desfilou no grupo de acesso das escolas de Niterói de
1960 a 1963. Somente quando ascendeu ao primeiro grupo, em 1964 que
veio a ser Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos
do Cubango.
No desfile de 1961 com o enredo”Libertação dos Escravos”
a Cubango fez um desfile inovador quanto à percussão e
às alas. Na bateria, a escola introduziu o surdo maracanã
e nas alas Paulo Lombriga coreografou o passe marcado, muito em moda
no carnaval do Rio naquela época.
Nas vésperas do carnaval de 1962 a escola teve uma perda significativa,
o falecimento de Minervino da Silva Ferreira, o Tuta. Homem responsável
por botar na rua plasticamente e intelectualmente os dois primeiros
desfiles da Cubango e, também, primeiro presidente da escola.
Contudo, a escola fez um belo desfile e fora campeã do grupo
de acesso com o enredo “Carlos Gomes”.
Em 1964 quando a democracia se apagava no Brasil e começava o
período da ditadura militar, a Cubango iniciava o seu crepúsculo
entre as grandes escolas de Niterói. Sendo logo vice-campeã
com enredo sobre a Holanda brasileira de Maurício de Nassau.
Em 1967 conquista seu primeiro título entre as grandes de Niterói
com o enredo “Brasil pintado por Debret”, idealizado por
Bernardo Ferreira. O desfile se consagrou, principalmente, pelo impacto
das cores das fantasias.
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