“ESSE NOSSO MUNDO MÁGICO”

 

É um enredo baseado nas crendices, no nosso mundo que é mágico, que todos conhecem mas não explicam. O mágico é relacionado a magia, a uma maneira de pensar do povo, que das supertições, crendices e lendas, faz um mundo cheio de magia e encantamento.
Para melhor aproveitarmos o enredo, vamos dividi-lo em pequenas fases.

1ª FASE – O MUNDO INFANTIL

O mundo mágico é retratado pelo “Bicho Papão”; pelo “Saci”; pelo “Boitatá”, pela “Cuca” (que é a bruxa da mata), “Feiticeiras”, “Fadas” e o “Carrocel”, que é o símbolo de alegria de toda criança.

2ª FASE – O MUNDO ADULTO

O mundo adulto é dividido em:

  1. o mundo das lendas;
  2. o mundo afro.

Abrindo o mundo adulto temos uma borboleta que representa a alma das pessoas, são as nossas almas, que se transformam em borboleta, seu nome é Psique.

  1. das lendas foram tiradas três das mais bonitas
    1. A LENDA DA CIDADE DO BOM FLORAL, que é uma cidade encantada, toda em flores, onde mora o mestre floral, que é um homem que encanta a todos com o poder mágico das flores. Uma cidade alegre e cheia de beleza.
    2. A LENDA DO RIO VERDE, que é um rio encantado, onde moram 5 (cinco) irmãs virgens que usam uma saia verde como o rio. Elas encantam a todos com sua beleza e simpatia.
    3. A LENDA DA CAIPORA, foi uma das escolhidas. É uma mulher flecheira que salta para todos os lados rapidamente, ela perturba a todos com suas brincadeiras. Diz a lenda, que a Caipora não pode ver um ser humano que não lhe traga a infelicidade.

 

  1. Chegamos aos Afros:

  Toda a influência religiosa dos negros africanos, com seus despachos, carregos, ebós, etc.
  Suas cantigas são o que mais pode refletir esse mundo mágico criado pela religião dos orixás, onde se ouve o nagô e o português numa só língua, embelezando nossos barracões. Quem ainda não ouviu termos como: SARUÊ, AGÔ, EBÓ, YLÊ, OMI, DUNDUN, ect.
  É curioso que no Catimbo (religião de influência afro muito conhecida no nordeste) tem uma expressão Iorubana que quase todas as cantigas trazem, é UAIÊ.
  Exu abre os caminhos, PAI OXALÁ, com seu palácio imaginário, encerra, com todo amor os toques de candomblé, são entidades distintas, que encantam esse mundo mágico negro africano.

3ª FASE – O INFINITO

  Depois de OXALÁ só pode existir o infinito desconhecido, com todos os seres e cidades, criados na nossa imaginação. É uma realidade misturada com sonhos.
  O infinito é o lugar onde vive a esperança, onde tudo é beleza, o paraíso sonhado além do céu azul. É para onde voltam nossos sonhos, onde podemos recordar a infância alegre e sem maldade no coração. Tudo é alegria no infinito, tudo é beleza e encantamento.
  Cada estrela no céu guarda em si, segredos que fazem parte do nosso mundo, esse vasto e encantado MUNDO MÁGICO.

BIBLIOGRAFIA:

    1. Música de feitiçaria no Brasil – Mário de Andrade
    2. MEC – Inteligência no Folclore – Renato Almeida
    3. MEC – Arte, Folclore e Subdesenvolvimento

 

Autor da sinopse:
Marcos Tadeu Madeira

1981 - 1982 - 1983 - 1984 - 1985 - 1986 - 1987 - 1988 - 1989